Women's Liberation nos EUA
A frase "Women's Liberation" ("Liberação das Mulheres") foi usada pela primeira vez nos Estados Unidos em 1964, e apareceu pela primeira vez impressa em 1966.[29][30] Em 1968, embora o termo Women’s Liberation Front (Frente de Liberação das Mulheres) já tivesse aparecido na revista Ramparts, passou a se referir a todo o movimento feminista.[31] Protestos feministas, o concurso Miss America e a queima de sutiãs também ficaram associados ao movimento, embora a real dimensão das queimas de sutiãs seja motivo de controvérsias.[32] Uma das críticas mais contundentes do movimento de liberação feminina é a intelectual afro-americana Gloria Jean Watkins (que usa o pseudônimo "bell hooks"), que argumenta que este movimento teria passado por cima das divisões de raça e classe, e, assim, não conseguia atingir "as questões que dividiam as mulheres", salientando também a falta de vozes minoritárias no movimento, em seu livro Feminist theory from margin to center (1984).[33
Um movimento famoso
Betty Friedan é considerada demasiado conservadora por algumas militantes e, em 1967, as mais jovens, maioritariamente solteiras, fazem uma cisão, criando um movimento radical, o WLM, Women’s Liberation Movement, vulgarmente conhecido por women’s Lib. No seio do WLM coabitam numerosos grupos, pequenas estruturas autónomas e por vezes rivais, fazendo análises diferentes, mas com interesses comuns. As militantes de cada tendência sabem fazer frente ao poder, se necessário, e empreendem inúmeras acções junto dos poderes públicos e dos media.
A acção do Women’s Lib adquire uma grande popularidade nas mulheres das classes médias, as partir de 1968. Surge então uma verdadeira literatura feminista: vende-se mais de um milhão de exemplares de O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir. Proliferam as obras teóricas e as revistas, testemunhando a vitalidade do movimento. Pelo contrário, os jornais de grande difusão consideram sempre as feministas motivo de troça, caricaturando muitas vezes as militantes como lésbicas esquerdistas ou frígidas histéricas.
Feminismo no século XX: Desde o início do século XX, a situação mudou rapidamente pelo mundo inteiro. A revolução russa de 1917 concedeu o direito de voto às mulheres e, em 1930, elas já votavam na Nova Zelândia (1893), na Austrália (1902), na Finlândia (1906), na Noruega (1913) e no Equador (1929). Por volta de 1950, a lista compreendia m ais de cem nações. < br />Após a segunda guerra mundial, o feminismo ressurgiu com vigor redobrado, sob a influência de obras como Le Deuxième Sexe (1949; O segundo sexo), da francesa Simone de Beauvoir, e The Feminine Mystique (1963; A mística feminina), da americana Betty Friedan. No Reino Unido destacou-se Germaine Greer, australiana de nascimento, autora de The Female Eunuch (1971; A mulher eunuco), considerado o manifesto mais realista do women's liberation movimento (movimento de libertação da mulher), mundialmente conhecido como women's lib. Agora já não se tratava mais de conquistar direitos civis para as mulheres, mas antes de descrever sua condição de oprimida pela cultura masculina, de revelar os mecanismos psicológicos e psicossociais dessa marginalização e de projetar estratégias capazes de proporcionar às mulheres uma liberação integral, que incluísse também o corpo e os desejos. Além disso, contam-se entre as reivindicações do moderno movimento feminista a interrupção voluntária da gravidez, a radical igualdade nos salários e o acesso a postos de responsabilidade.
O objetivo de plena igualdade, nunca radicalmente alcançado, realizou-se de forma muito desigual nos diversos países. Entre os principais obstáculos, os de índole cultural são de grande importância. Assim, por exemplo, sobrevivem em grande parte do continente africano resíduos da organização tribal. Em outra esfera, as peculiaridades culturais do mundo islâmico redundam em dificuldades e atrasos na consecução das reivindicações feministas.
Saiba quando as mulheres conquistaram o direito ao voto nos EUA
da France Presse
em Washington
No dia 26 de agosto de 1920 foi promulgada a 19ª emenda na Constituição dos Estados Unidos, que consagrou o direito do voto às mulheres.
Essa conquista viria alentar uma corrente feminista que marcou todo o século 20. A luta contra a escravidão, a partir de 1840, formou a consciência das pioneiras e o movimento, nas décadas seguintes, seguiria associado à causa das mulheres e à defesa das minorias.
A primeira convenção pelos direitos das mulheres aconteceu em 1848, em Seneca Falls (Nova York), em um país puritano, consagrado ao culto da família.
As líderes eram Elizabeth Candy Stanton, Lucretia Mott _que, um século antes da francesa Simone de Beauvoir, denunciava os conteúdos da educação dirigida às jovens_, Susan B. Anthony e Harriet Beecher-Stowe (autora de ‘A Cabana do Pai Tomás‘).
Usaram de muita tenacidade para que seu discurso tivesse efeito em todos os Estados do país. A 19ª emenda, rejeitada pelo Governo em 1887, só viria a ser adotada depois da Primeira Guerra Mundial. Oito anos mais tarde, as sufragistas inglesas _que defendia o direito de as mulheres votarem_ conquistavam a igualdade eleitoral, após vários anos de luta.
As norte-americanas voltaram à vanguarda do amplo ‘movimento de libertação da mulher‘, dos anos 60, rapidamente propagado aos países ocidentais. As militantes, com suas bandeiras em defesa da liberdade sexual e do direito ao aborto, lutavam contra uma sociedade dominada pelos homens.
O livro de Betty Friedan ‘The Feminine Mystique‘ (A Mística Feminina), publicado em 1963 e considerado a bíblia das feministas, denunciava o mito da dona-de-casa.
Em 1966, era fundada a NOW, a Organização Nacional de Mulheres, pouco depois superada pelo Women’s Lib, mais radical.
Kate Millett e Germaine Greer, autoras respectivamente de ‘Sexual Politics‘ (Política Sexual) e ‘The Female Eunuch‘ (O Eunuco Feminino), emprestaram uma respeitabilidade intelectual ao movimento, tendo sido criados os ‘women’s studies‘ (estudos da mulher) nas universidades.
Algumas radicais transformaram o macho num inimigo permanente, lançando uma ‘guerra dos sexos‘, atualmente denunciada pela própria Bette Friedan.
Outras, como a jurista Bella Abzug, que morreu no último mês de março, puseram em primeiro plano o combate à desigualdade racial e à guerra do Vietnã.
O que falta percorrer
O objetivo de plena igualdade, nunca radicalmente alcançado, realizou-se de forma muito desigual nos diversos países. Entre os principais obstáculos, os de índole cultural são de grande importância. Assim, por exemplo, sobrevivem em grande parte do continente africano resíduos da organização tribal. Em outra esfera, as peculiaridades culturais do mundo islâmico redundam em dificuldades e atrasos na consecução das reivindicações feministas.
Saiba quando as mulheres conquistaram o direito ao voto nos EUA
da France Presse
em Washington
No dia 26 de agosto de 1920 foi promulgada a 19ª emenda na Constituição dos Estados Unidos, que consagrou o direito do voto às mulheres.
Essa conquista viria alentar uma corrente feminista que marcou todo o século 20. A luta contra a escravidão, a partir de 1840, formou a consciência das pioneiras e o movimento, nas décadas seguintes, seguiria associado à causa das mulheres e à defesa das minorias.
A primeira convenção pelos direitos das mulheres aconteceu em 1848, em Seneca Falls (Nova York), em um país puritano, consagrado ao culto da família.
As líderes eram Elizabeth Candy Stanton, Lucretia Mott _que, um século antes da francesa Simone de Beauvoir, denunciava os conteúdos da educação dirigida às jovens_, Susan B. Anthony e Harriet Beecher-Stowe (autora de ‘A Cabana do Pai Tomás‘).
Usaram de muita tenacidade para que seu discurso tivesse efeito em todos os Estados do país. A 19ª emenda, rejeitada pelo Governo em 1887, só viria a ser adotada depois da Primeira Guerra Mundial. Oito anos mais tarde, as sufragistas inglesas _que defendia o direito de as mulheres votarem_ conquistavam a igualdade eleitoral, após vários anos de luta.
As norte-americanas voltaram à vanguarda do amplo ‘movimento de libertação da mulher‘, dos anos 60, rapidamente propagado aos países ocidentais. As militantes, com suas bandeiras em defesa da liberdade sexual e do direito ao aborto, lutavam contra uma sociedade dominada pelos homens.
O livro de Betty Friedan ‘The Feminine Mystique‘ (A Mística Feminina), publicado em 1963 e considerado a bíblia das feministas, denunciava o mito da dona-de-casa.
Em 1966, era fundada a NOW, a Organização Nacional de Mulheres, pouco depois superada pelo Women’s Lib, mais radical.
Kate Millett e Germaine Greer, autoras respectivamente de ‘Sexual Politics‘ (Política Sexual) e ‘The Female Eunuch‘ (O Eunuco Feminino), emprestaram uma respeitabilidade intelectual ao movimento, tendo sido criados os ‘women’s studies‘ (estudos da mulher) nas universidades.
Algumas radicais transformaram o macho num inimigo permanente, lançando uma ‘guerra dos sexos‘, atualmente denunciada pela própria Bette Friedan.
Outras, como a jurista Bella Abzug, que morreu no último mês de março, puseram em primeiro plano o combate à desigualdade racial e à guerra do Vietnã.
O que falta percorrer
O tom do discurso das feministas ficou mais moderado. Patricia Ireland, presidenta da NOW, que continua sendo a principal organização feminista norte-americana, destaca o caminho que ainda falta ser percorrido nos Estados Unidos e no resto do mundo.
Três mulheres são governadoras, nove integram o Senado (9%) e 56 a Câmara de representantes (12,9 %), o que deixa os Estados Unidos bem atrás da Suécia, onde a representação feminina no parlamento supera os 40%.
As mulheres conquistaram a plenitude dos direitos políticos em quase todos os países ocidentais. No entanto, em 1996 contavam com apenas 10% dos assentos parlamentares no mundo.
Recentemente, as norte-americanas conseguiram vencer as reticências do Congreso em instalar na praça do Capitólio, verdadeiro santuário da democracia norte-americana, as efígies das três sufragistas, Lucretia Mott, Elizabeth Candy Stanton e Susan B. Antohny. Desde 1997 elas acompanham George Washington e os grandes homens dos Estados Unidos.
Três mulheres são governadoras, nove integram o Senado (9%) e 56 a Câmara de representantes (12,9 %), o que deixa os Estados Unidos bem atrás da Suécia, onde a representação feminina no parlamento supera os 40%.
As mulheres conquistaram a plenitude dos direitos políticos em quase todos os países ocidentais. No entanto, em 1996 contavam com apenas 10% dos assentos parlamentares no mundo.
Recentemente, as norte-americanas conseguiram vencer as reticências do Congreso em instalar na praça do Capitólio, verdadeiro santuário da democracia norte-americana, as efígies das três sufragistas, Lucretia Mott, Elizabeth Candy Stanton e Susan B. Antohny. Desde 1997 elas acompanham George Washington e os grandes homens dos Estados Unidos.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/eua_eleicoes_pop_mulheres.html
Sobre Betty Friedan
Apesar de xingada de feia e mal amada, Betty, em seus livros e artigos, sempre afirmou que as mulheres deviam ser livres e ter direitos iguais na sociedade, mas sem perder a feminilidade.
“Iguais, na diferença”, tornou-se um lema para as feministas sérias do mundo.
Frases de Betty Friedan:
“Envelhecer não é ‘juventude perdida’, mas um novo nível de oportunidade e força”.
“É mais fácil viver através da vida de alguma outra pessoa, do que tornar-se uma pessoa completa”.
“Se o divórcio aumentou em 1000 por cento, não culpe o movimento feminista. Culpe os papéis obsoletos dos sexos, nos quais os casamentos eram baseados.”
Sobre Betty Friedan
Apesar de xingada de feia e mal amada, Betty, em seus livros e artigos, sempre afirmou que as mulheres deviam ser livres e ter direitos iguais na sociedade, mas sem perder a feminilidade.
“Iguais, na diferença”, tornou-se um lema para as feministas sérias do mundo.
Frases de Betty Friedan:
“Envelhecer não é ‘juventude perdida’, mas um novo nível de oportunidade e força”.
“É mais fácil viver através da vida de alguma outra pessoa, do que tornar-se uma pessoa completa”.
“Se o divórcio aumentou em 1000 por cento, não culpe o movimento feminista. Culpe os papéis obsoletos dos sexos, nos quais os casamentos eram baseados.”
Sobre SIMONE DE BEAUVOIR
Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, mais conhecida como Simone de Beauvoir foi escritora, filósofa existencialista e feminista francesa.
FRASES DE SIMONE DE BEAUVOIR
Não se nasce mulher:torna-se.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
Não são as pessoas que são responsáveis pelo fracasso do casamento, é a própria instituição que é pervertida desde a origem.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
Querer-se livre é também querer livres os outros.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)http://www.frases.mensagens.nom.br/frases-autor-s3-simonedebeauvoir.html
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
Não são as pessoas que são responsáveis pelo fracasso do casamento, é a própria instituição que é pervertida desde a origem.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
Querer-se livre é também querer livres os outros.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)
É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.
( Frases e Pensamentos de SIMONE DE BEAUVOIR)http://www.frases.mensagens.nom.br/frases-autor-s3-simonedebeauvoir.html
Sobre o feminismo – Kate Millet
Sobre Sheila Rowbotham ,Juliet Mitchell e Zillah Eisenstein.
Sheila Rowbotham (1972), Juliet Mitchell (1973) Zillah Eisenstein (1980), são algumas das mais destacadas feministas socialistas que atentas às críticas do feminismo radical procuram abrir campo para o feminismo socialista, introduzindo uma análise mais complexa da opressão das mulheres, tendo em conta factores como a produção, a reprodução, a sexualidade, a socialização (Mitchell, 1973). Combatem a visão estreita de que esta opressão teria apenas como base as relações de exploração capitalistas. A introdução do conceito de patriarcado pelas feministas da corrente radical é acolhido junto das marxistas, que aprofundam esta análise, no sentido do capitalismo e do patriarcado não surgirem como sistemas autónomos, mas como dois sistemas de dominação que interagiam e se alimentavam mutuamente.
Segundo a corrente feminista socialista, a divisão sexual do trabalho é essencial para a reprodução do capitalismo e para manter a subordinação das mulheres. Contudo, outros factores de dominação são considerados. As discriminações sobre as mulheres surgem não apenas na sua relação com o sistema económico, mas com o sistema de uma dominação masculina hegemónica. Não se trata de dar primazia ao género ou à classe social, mas entrelaçar estes eixos de dominação entre si e com outros, considerados esquecidos pela própria corrente socialista-marxista do feminismo, a etnia e a orientação sexual.
Nenhum comentário:
Postar um comentário